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COMO EVITAR A TRIBUTAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS EM 2026

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Por Solution Contabilidade – 07/11/2025

**Atualização: Tramite no congresso o  PL 5473/2025 que muda o prazo do registro da Ata para abril/2026, visto prazo oficial AGO.

*Atualização: O PL 1087/2025 é convertido na Lei nº 15.270/2025 nos termos do projeto.

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O Projeto de Lei 1087/2025, que tramita no Congresso Nacional, marca uma das mudanças mais relevantes na tributação das pessoas físicas das últimas décadas. O texto propõe reformular o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e cria um novo cenário para empresários e sócios de empresas que hoje recebem lucros e dividendos isentos.

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A proposta se fundamenta em três pilares:

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  1. Isenta o IRPF para quem ganha até R$ 5.000,00 mensais;

  2. Retenção na fonte  do IRPF de 10% sobre lucros e dividendos superior a R$ 50 mil por mês e para quem recebe mais de R$ 600 mil  anual;

  3. tributação dos lucros e dividendos remetidos ao exterior, também à alíquota de 10 por cento.

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Ficando a tabela progressiva mensal da seguinte maneira:

TABALA SENADO.jpg

TRIBUTAÇÃO 10% SOBRE LUCROS ACIMA DE 50 MIL POR MÊS A PARTIR DE JANEIRO DE 2026

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Um ponto importante é que, conforme a nova redação, as retiradas mensais que ultrapassarem 50  mil apurado poderão sofrerão a retenção imediata de 10 %.


Essa retenção funcionará como um adiantamento do IRPF mínimo, devendo ser recolhida pela própria empresa no mês subsequente à retirada.

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Importante mencionar que é vedada quaisquer deduções da base de cálculo da retenção.

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Caso haja mais de um pagamento, crédito, emprego ou entrega de lucros e dividendos no mesmo mês, realizado por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física residente no Brasil, o valor retido na fonte referente ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas deve ser recalculado de modo a considerar o total dos valores pagos, creditados, empregados ou entregues no mês.

​

Essa situação pode ocorrer, por exemplo, quando o empresário faz uma retirada eventual maior em um determinado mês, para cobrir uma necessidade pessoal ou um investimento pontual, mesmo quando o contribuinte não atingir o total de R$ 600 mil anuais. 

 

O artigo 3º do da nova lei a altera o artigo 10 da A Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com as seguintes alterações:

 

“Art. 10. Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no País, observado o disposto nos arts. 6º-A e 16-A da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995.

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Portanto  s lucros e dividendos distribuídos continuam isentos de IR na fonte, ressalvado os casos do artigo 6 e 16 A, que trata justamente dos novos limites  de 50 mil mensal (art. 6º-A) e IRPFM de  600 mil anual (art. 16º-A).

 

 

 

TRIBUTAÇÃO DE ALTAS RENDAS E IMPOSTO DE RENDA MÍNIMO IRPFM

 

A partir do exercício de 2026, o PL 1087/2025 institui a chamada “tributação mínima” ou IRPFM  para rendimentos superiores a R$ 600.000,00  e inferiores a R$ 1.200.000,00  a alíquota crescerá linearmente de 0% a 10%:

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Tabela elaborada time tributário Solution

Portanto na apuração anual  os  empresários que hoje recebem lucros isentos, ultrapassando o limite, já a partir de 2026, serão tributados no mínimo em 10 %.

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Não estão sujeitos ao Imposto de Renda Mínimo IRPFM:

​

  • Ganhos de capital em operações fora da bolsa de valores (desde que já tributados);

  • Rendimentos recebidos acumuladamente e tributados exclusivamente na fonte;

  • Valores recebidos por doação ou herança, inclusive adiantamento de legítima;

  • Rendimentos de poupança;

  • Rendimentos de títulos e valores mobiliários isentos, como:

- LCI, LIG, LCA, LCD e CRI/CRA;

- Fundos imobiliários (FIIs) e Fiagro com cotas negociadas em bolsa e mais de 100 cotistas;

- Títulos de infraestrutura (Lei 12.431/2011);

- Fundos de investimento ligados à infraestrutura e inovação;

- Certificados e letras do agronegócio (CDA, WA, CDCA, CRA, etc.).

- Remuneração de Cédula de Produto Rural (CPR) com liquidação financeira negociada no mercado financeiro.

  • Parcela isenta da atividade rural;

  • Indenizações por acidente de trabalho ou por danos materiais, corporais ou morais (exceto lucros cessantes);

  • Lucros e dividendos apurados até 2025, desde observado algumas regras (vamos falar a seguir);​

​

Na apuração anual o contribuinte poderá abater do IRPF apurado:

​

  • Imposto de Renda Retido na fonte;

  • Imposto de Renda Retido na fonte sobre rendimentos  incluídos na IRPFM;

  • Imposto de Renda Retido na fonte sobre rendimentos e aplicações no Exterior;

  • Imposto de Renda Definitivo computados na base do IRPFM.

​

Outra dedução criada pelo projeto é o redutor vinculado à alíquota efetiva do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) apurada pela empresa que distribuiu os lucros e dividendos.

​

 Nossa equipe chegou a seguinte  fórmula do redutor  conforme se extrai do Art 16-B, que seria:

​

Redutor = Lucro Distribuído × [(Alq. Efetiva IRPJ + Alq. Efetiva IRPF) − 34%]

​

Exemplo:

•          Lucro distribuído: R$ 1.000.000,00

•          Alíquota efetiva do IRPJ/CSLL: 30%

•          Alíquota efetiva do Acréscimo  IRPF mínimo: 10%

•          Limite legal (soma nominal IRPJ + CSLL): 34%

Cálculo:

R$1.000.000,00×[(30%+10%)−34%]

R$1.000.000,00×(40%−34%)=R$1.000.000,00×6%

Redutor=R$60.000,00

 

Base efetiva após o redutor = R$1.000.000,00−R$60.000,00=R$ 940.000,00

 

As empresas não sujeitas ao regime de tributação pelo lucro real poderão optar por cálculo simplificado do lucro contábil, o qual corresponderá ao valor do faturamento com a dedução das seguintes despesas:

​

  • folha de salários

  • Compra de mercadorias

  • aluguéis de imóveis

  • juros sobre financiamentos

  • depreciação de equipamentos

 

Segundo o PL a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda fornecerá os dados para calcular o valor do redutor na declaração pré-preenchida do IRPF, a partir das informações prestadas pelas pessoas jurídicas pagadoras dos lucros e dividendos


 

ESTRATÉGIA CONTÁBIL PARA MANTER A ISENÇÃO ATÉ 2028

​

A boa notícia é que a redação atual do projeto prevê a possibilidade de manter a isenção dos lucros apurados até 2025, desde que a empresa siga algumas condições:

​

a) os lucros sejam apurados até o exercício de 2025;
b) a distribuição seja aprovada até 31 de dezembro de 2025;
c) o pagamento ou crédito ocorra entre 2026 e 2028, conforme o deliberado na ata de reunião ou assembleia de sócios devidamente registrada.

​

Essas condições abrem espaço para uma estratégia legítima de deliberar sobre antecipação contábil, permitindo que as empresas formalizem a destinação dos lucros ainda em 2025 e realizem os pagamentos gradualmente nos anos seguintes sem sofrer a nova incidência do IRPF.

​

O prazo é curto e exige que a contabilidade atue de forma proativa.


A equipe técnica da Solution Contabilidade e Consultoria Empresarial já está aplicando uma estratégia padronizada que envolve:

​

  • apuração dos resultados parciais de 2025, com balancetes intermediários;

  • elaboração de atas de aprovação dos sócios para registro na Junta Comercial;

  • transferência dos saldos de lucros para o passivo, com previsão de pagamento em 2026 (circulante) e 2027–2028 (não circulante), conforme deliberado.

 

Essas etapas formalizam a distribuição antecipada, garantem respaldo jurídico e permitem preservar a isenção do lucro acumulado até 31/12/2025.

 

 

HOLDINGS DE PARTICIPAÇÃO UMA ALTERNATIVA PARA REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA

​

Além da antecipação da distribuição, outra medida de planejamento é a criação de holdings de participação.
 

Esse tipo de estrutura permite que parte dos lucros distribuídos permaneça em uma pessoa jurídica, reduzindo a exposição tributária na pessoa física.

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Em um desenho societário bem estruturado, o empresário pode criar uma holding para concentrar sua participação em outras empresas operacionais.


Os lucros distribuídos para essa holding não estão, em regra, sujeitos à retenção nem à tributação da pessoa física, pois permanecem dentro do ambiente jurídico empresarial.

​

Com isso, o empresário evita que os recursos cheguem diretamente à sua conta pessoal, mantendo-os sob gestão da holding, que pode:

​

  • reinvestir os valores em novos negócios, imóveis ou aplicações financeiras;

  • direcionar o capital para outras holdings do grupo;

  • ou transferir recursos à pessoa física apenas quando necessário para uso pessoal, momento em que haverá a incidência tributária.

 

Veja a estratégia proposta pela Solution:

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Tabela elaborada time tributário Solution

Esse modelo cria um escudo fiscal para nova tributação, além de favorecer o planejamento sucessório e a proteção do patrimônio familiar.


Cada caso, porém, deve ser analisado individualmente para respeitar a substância econômica e os requisitos legais da estrutura.

 

 

HOLDINGS DE ALUGUÉIS E IMOBILIÁRIAS

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Outro ponto importante envolve as holdings que concentram imóveis e receitas de aluguéis.


A mudança proposta no PL 1087/2025 também afeta a forma de tributação dessas rendas, exigindo análise caso a caso.

​

Na pessoa física o aluguel continua isento até cerca de R$ 5 mil mensais, com redução gradual até a faixa de R$ 7.350.

​

Lembramos que a nova tabela para 2026 a partir de R$ 7.350 aplicação da alíquota de 27,5% é imediata

​

Entretanto os rendimentos de aluguel somam a às demais para fins de cálculo pela tabela progressiva, que pode atingir 27,5%, mesmo com alugueis inferiores a R$ 7.350

​

Nos estudos realizados pela Solution Contabilidade, a partir de cerca de R$ 7 mil mensais em aluguéis, já passa a fazer sentido a constituição de uma holding imobiliária quando o locatário é pessoa física, pela diferença de carga tributária entre as modalidades.

​

Já nas locações para pessoa jurídica, é necessário considerar o crédito de PIS e COFINS que o locatário pode aproveitar caso seja do lucro real, nesses casos, a holding tende a ser ainda mais vantajosa,  podendo o locador negociar com locatário essa redução tributária,  vejamos:

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Tabela elaborada time tributário Solution

Outro ponto relevante de análise é que caso o contribuinte locador, pessoa física, tenha a soma de todas as suas rendas sujeitas ao IRPF mínimo de 10%, o aluguel que compõe essa base poderá, em determinados cenários, apresentar carga tributária ligeiramente inferior à da pessoa jurídica, cuja tributação efetiva gira em torno de 11,33% (considerando IRPJ e CSLL no lucro presumido).

 

Além do aspecto tributário, as holdings imobiliárias também oferecem benefícios patrimoniais relevantes: afastam os imóveis do inventário, facilitam a sucessão entre herdeiros e oferecem um nível adicional de blindagem contra riscos pessoais e empresariais.

 

Por fim a  iminente tributação da distribuição de lucros em 2026 reforça a importância do planejamento contábil e societário ainda em 2025.


Empresas que anteciparem a apuração e formalizarem a distribuição poderão preservar a isenção até 2028 e criar uma estrutura uma estrura societária que afaste a nova tributação permanentemente.


As empresas que se reestruturarem  por meio de holdings de participação ou holdings imobiliárias terão mais flexibilidade e segurança para administrar seus resultados sem tributação.

​

A Solution Contabilidade e Consultoria Empresarial®️ está preparada para assessorar empresas e empresários na execução dessas estratégias, garantindo conformidade legal, eficiência tributária e proteção patrimonial, inclusive preparou um modelo de ata de assembleia de sócios para aprovação e registros para distribuição de lucros e dividendos com isenção.

​

O fim de ano é o momento decisivo para agir e transformar o planejamento em economia real nos próximos exercícios, venha para Solution e fique preparado para as novas mudanças

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MODELO DE ATA PARA APROVAÇÃO DE LUCROS  ATÉ 2025  (PL 1087/2025):

​​

SOCIEDADE LTDA 

ATA DA ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA  DA NOME EMPRESA REALIZADA EM [DATA]

​

Aos [dia] dias do mês de [mês] do ano de dois mil e vinte e cinco, às [hora], na sede social da empresa [NOME DA EMPRESA LTDA], situada à [endereço completo], realizou-se reunião de sócios com a presença de todos os sócios do contrato social, a saber: [NOME COMPLETO DO SÓCIO 1], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador do CPF nº [xxx.xxx.xxx-xx], titular de [número] quotas do capital social, e [NOME COMPLETO DO SÓCIO 2], [idem], portador do CPF nº [xxx.xxx.xxx-xx], titular de [número] quotas, representando a totalidade do capital social.

​

Mesa Diretora

Presidente: NOME  DO SÓCIO
Secretario: NOME  DO SÓCIO

​

Convocação

 Dispensada a publicação, face à presença da totalidade dos sócios.

​

​

Ordem do Dia

​Deliberar sobre o Balanço Patrimonial e o de resultado econômico, distribuição de Lucros e dividendos e ainda sobre a constituição e pagamentos dos lucros e dividendos apurados e registradas no Patrimônio Liquido das Demonstrações Financeiras Intermediarias, como posição em 30/11/2025, inclusive os eventuais lucros e dividendos projetados em demonstrações financeiras a serem encerradas em 31/12/2025, a serem pagas em 2026, 2027 e 2028; em atenção as regras de transição temporal vigentes nesta data conforme previsão da Lei 9.250/1995, com redação dada pela Lei nº 15.270/2025.

 

Deliberações

​

Após a análise do Balanço Patrimonial e suas Demonstrações Contábeis, os Sócios aprovaram por unanimidade os referidos documentos. Aprovaram também os pagamentos dos lucros e dividendos apurados e registradas no Patrimônio Líquido das Demonstrações Financeiras Intermediarias, como posição em 30/11/2025, inclusive os eventuais lucros e dividendos projetados em demonstrações financeiras a serem encerradas em 31/12/2025; Estes valores serão distribuídos ao longo do ano de 2026, 2027 e com data limite de 31/12/2028, observada a disponibilidade financeira da sociedade; Os sócios deliberam a possibilidade de que eventual saldo não pago até a data limite estabelecida seja revertido em aumento do capital social, mediante alteração do contrato social registrada até a referida data;  Fica estabelecido que o montante dos lucros aprovados para distribuição será registrado contabilmente no passivo, devendo permanecer segregado em conta própria destinada ao controle dos lucros aprovados e ainda não distribuídos. Os sócios declaram que a presente deliberação atende às condições estabelecidas pela Lei 9.250/1995, com redação dada pela Lei nº 15.270/2025, para fins de manutenção da isenção tributária aplicável aos lucros apurados até o exercício de 2025, nos termos da legislação vigente.

​

Encerramento e Aprovação da Ata

​

Terminados os trabalhos, inexistindo qualquer outra manifestação, lavrou-se a presente ata que, lida, foi aprovada e assinada por todos presentes e fica consignado que a reunião atendeu todas as formalidades legais.

​​

​

​

​

LTDA UNIPESSOAL E EMPRESARIO INDIVIDUAL 

​

​

DECISÃO DE SÓCIO ÚNICO

 

ATA DE DECISÃO DE SÓCIO ÚNICO  

 

NOME DA EMPRESA LTDA

CNPJ n. º 00.000.000/0001-00,

JUCEMG - NIRE n. º 0000000000-0 em 00/00/2000

 

Aos 15 de dezembro de 2.025, às10:00 horas, na sede da sociedade, na Rua, 00, Bairro, Pouso Alegre/MG, CEP 37.550-000; PRESENTE o único sócio Nome do Sócio Único, representando a totalidade do capital social, passa a decidir:

 

 

IDENTIFICAÇÃO

Nome do Sócio Único, nacionalidade brasileira, empresário, casado, regime de bens separação de bens convencional, nº do CPF 000.000.000-00, documento de identidade MG 00000, SSP, MG, com domicílio e residência a Rua, 28, Bairro Centro, Pouso Alegre/MG, como SÓCIO ÚNICO.

​

 

ASSUNTO: Deliberar sobre o Balanço Patrimonial e o de resultado econômico, distribuição de Lucros e dividendos e ainda sobre a constituição e pagamentos dos lucros e dividendos apurados e registradas no Patrimônio Líquido das Demonstrações Financeiras Intermediarias, como posição em 30/11/2025, inclusive os eventuais lucros e dividendos projetados em demonstrações financeiras a serem encerradas em 31/12/2025, a serem pagas em 2026, 2027 e 2028; em atenção as regras de transição temporal vigentes nesta data conforme previsão da Lei 9.250/1995, com redação dada pela Lei nº 15.270/2025.

 

 

DECISÕES: Após a análise do Balanço Patrimonial e suas Demonstrações Contábeis o único sócio aprovou os referidos documentos. Aprovou também os pagamentos dos lucros e dividendos apurados e registradas no Patrimônio Líquido das Demonstrações Financeiras Intermediarias, como posição em 30/11/2025, inclusive os eventuais lucros e dividendos projetados em demonstrações financeiras a serem encerradas em 31/12/2025; Estes valores serão distribuídos ao longo do ano de 2026, 2027 e com data limite de 31/12/2028, observada a disponibilidade financeira da sociedade; Ficou deliberado pelo sócio único a possibilidade de que eventual saldo não pago até a data limite estabelecida seja revertido em aumento do capital social, mediante alteração do contrato social registrada até a referida data;  Fica estabelecido que o montante dos lucros aprovados para distribuição será registrado contabilmente no passivo, devendo permanecer segregado em conta própria destinada ao controle dos lucros aprovados e ainda não distribuídos. O Sócio Único declara que a presente deliberação atende às condições estabelecidas pela Lei 9.250/1995, com redação dada pela Lei nº 15.270/2025, para fins de manutenção da isenção tributária aplicável aos lucros apurados até o exercício de 2025, nos termos da legislação vigente.

 

ENCERRAMENTO E ASSINATURA DA ATA: Terminados os trabalhos, inexistindo qualquer outra manifestação, lavrou-se a presente ata que, lida, foi aprovada e assinada pelo sócio único e fica consignado que a reunião atendeu todas as formalidades legais.

 

 

Pouso Alegre-MG – MG, 15 de dezembro de 2025

​

​

​

​

TEXTO DE ATA COM VALOR: 

​Obs:  Atenção se colocar prazo definido de vencimento "será pago em 12/12/2027" , empresa  deve realmente cumprir pois se não pagar no prazo não fará jus a isenção, pois não cumpriu os  "termos previstos no ato de aprovação".

​

       (...)

CONVOCAÇÃO: Dispensada a publicação, face à presença da totalidade dos sócios.

 

ORDEM DO DIA: Deliberar sobre o Balanço Patrimonial e o de resultado econômico, distribuição de Lucros e dividendos e ainda sobre a constituição e pagamentos dos lucros e dividendos apurados e registradas no Patrimônio Líquido das Demonstrações Financeiras Intermediarias, como posição em 30/11/2025, inclusive os eventuais lucros e dividendos projetados em demonstrações financeiras a serem encerradas em 31/12/2025, a serem pagas em 2026, 2027 e 2028; em atenção as regras de transição temporal vigentes nesta data conforme previsão da Lei 9.250/1995, com redação dada pela Lei nº 15.270/2025.

 

 

DELIBERAÇÕES: Após a análise do Balanço Patrimonial e suas Demonstrações Contábeis, os Sócios aprovaram por unanimidade os referidos documentos.  Examinado o demonstrativo contábil e reconhecida a regularidade dos valores os sócios deliberam: a) Aprovaram por unanimidade  a distribuição integral do saldo dos lucros acumulados e a reversão da reserva de lucros, bem como o resultado intermediário do exercício de 2025, no montante total de R$ 38.430.615,25 (trinta e oito milhões quatrocentos e trinta mil seiscentos e quinze reais e vinte cinco centavos), valor que poderá ser ajustado de acordo com o resultado a ser apurado em dezembro de 2025 e deduzidas as eventuais antecipações de lucros já realizadas durante o exercício. b) O saldo líquido remanescente, após a consolidação dos valores definitivos,  serão pagos em parcelas até 31 de dezembro de 2028, observada a disponibilidade financeira da sociedade. c) Fica autorizada a possibilidade de que eventual saldo não pago até a data limite, seja revertido em aumento do capital social, mediante alteração do contrato social registrada até a referida data;  Fica estabelecido que o montante dos lucros aprovados para distribuição será registrado contabilmente no passivo, devendo permanecer segregado em conta própria destinada ao controle dos lucros aprovados e ainda não distribuídos. Os sócios declaram que a presente deliberação atende às condições estabelecidas pela Lei 9.250/1995, com redação dada pela Lei nº 15.270/2025, para fins de manutenção da isenção tributária aplicável aos lucros apurados até o exercício de 2025, nos termos da legislação vigente.

​

​

​

(...)

​​

TEXTO DE ATA ME/EPP SEM REGISTRO NA JUNTA: 

​Obs:  Existe o entendimento que a tributação de lucros e dividendos não aplica as ME/EPP, uma vez que art. 70 da Lei Complementar  123/2006, concede a isenção e não poderia ser alterada pela Lei  15.270/2025 que é uma lei ordinaria.

 

Por outro lado orientamos a realizar ata e registra-las a fim de evitar questionamento do fisco, ou até uma posição oficial da RFB. 

 

Um ponto importante é que  o artigo  71 da LC 123/2006 dispensa as  ME/EPP de qualquer registro de seus atos, que seria uma normal especial, afastando as formalidades do codigo civil e da lei de registros publicos, essa regra não foi alterada pela Lei 15.270/2025, portanto aquelas empresas que entender pela manutenção da isenção dos lucros para ME/EPP recomendamos ao menos realizar a ata de deliberação, de forma que possa utilizar dos argumentos que foi deliberado, mas que LC 123 dispensa o seu registro, mantendo a isenção:

​

Das Deliberações Sociais e da Estrutura Organizacional

Art. 70.  As microempresas e as empresas de pequeno porte são desobrigadas da realização de reuniões e assembléias em qualquer das situações previstas na legislação civil, as quais serão substituídas por deliberação representativa do primeiro número inteiro superior à metade do capital social.

​

§ 1o  O disposto no caput deste artigo não se aplica caso haja disposição contratual em contrário, caso ocorra hipótese de justa causa que enseje a exclusão de sócio ou caso um ou mais sócios ponham em risco a continuidade da empresa em virtude de atos de inegável gravidade.

​

§ 2o  Nos casos referidos no § 1o deste artigo, realizar-se-á reunião ou assembléia de acordo com a legislação civil.

Art. 71.  Os empresários e as sociedades de que trata esta Lei Complementar, nos termos da legislação civil, ficam dispensados da publicação de qualquer ato societário.

​​

​

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

ATA DE REUNIÃO DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS

 

NOME DA EMRPESA LTDA

MICROEMPRESA (ME)

CNPJ n. º 00.000.000/0001-00,

JUCEMG - NIRE n. º 3100000000-0 em 07/07/1999

​

(...)

​

​

ENCERRAMENTO E APROVAÇÃO DA ATA: Terminados os trabalhos, inexistindo qualquer outra manifestação, lavrou-se a presente ata que, lida, foi aprovada e assinada por todos presentes e fica consignado que a reunião atendeu todas as formalidades legais aplicáveis e que, nos termos do Art. 71 da Lei Complementar 123 de 2006, fica dispensado a publicação de qualquer ato societário, não sendo necessária a apresentação ao registro público de empresas mercantis para arquivamento e averbação.

 

 

Pouso Alegre -MG – MG, 08 de dezembro de 2025

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